quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pampa ao amanhecer



A recompensa para quem enfrenta o frio da manhã no pampa gaúcho pode ser uma imagem como esta.

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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Uma surpresa a cada amanhecer




O interessante em fotografar o amanhecer é que você tem que levantar, sair de casa e chegar ao local da fotografia ainda no escuro, sem saber como vai ser o cenário. Só quando as primeiras luzes do dia aparecem é que você aos poucos vai vendo o resultado. É quase como aquelas loterias tipo raspadinhas, nas quais o resultado vai aparecendo aos poucos, só que a recompensa é bem maior. Estas foram ontem, no Banhado dos Pachecos, em Viamão - RS.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Stand Up Paddle


A "coqueluche" do momento pelo mundo afora, o stand-up-paddle, parece que não é novidade no litoral brasileiro, porém marketing é fundamental quando se quer ganhar dinheiro com alguma "novidade". O segredo está em dar uma cara nova àquilo que já existe.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Ponte dos Arcos



Com 186 metros de vão livre, a ponte Ernesto Dornelles, que liga os municípios de Bento Gonçalves e Veranópolis no RS, é considerada a maior ponte pênsil de arcos paralelos do mundo. Com geometria marcante e inserida de forma harmônica na paisagem local, foi inaugurada em 1952 e levou 10 anos para ser concluída.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Páscoa com poucas cores

O domingo de Páscoa começou assim, bem menos colorido do que eu imaginava que seria. Acho que o coelhinho não caprichou muito nas cores. Talvez ele já soubesse o que eu ainda não sabia, que um tio meu havia falecido naquela madrugada, quatro dias antes de completar 80 anos. Quando desci a montanha e cheguei em casa, recebi a notícia. Foi um dia triste e cinzento para a nossa família.

Clique sobre as fotos para ampliar!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A minha estação predileta



Já começou a estação do ano da qual mais gosto, a estação das noites frias, dos dias luminosos e amenos, das frutas cítricas, dos caquis, das nozes e - como esquecer deles? - dos cogumelos. Depois da primeira chuva e das primeiras noites frias eles surgirão por todos os lados. Alguns são comestíveis, outros não, mas há uma variedade impressionante de formas, cores, texturas e tamanhos. Alguns até bioluminescentes são, como aquele da primeira postagem deste blog, em janeiro de 2010:

Faquir da natureza



Faquir é aquele homem que diz controlar o corpo de tal maneira que é capaz de andar sobre brasas e dormir sobre uma cama de pregos. A cobrinha aí da foto parece que também é adepta do faquirismo e repousa tranquilamente sobre uma cama de espinhos dos mais duros e afiados que há, os ramos secos de um pinheiro-brasileiro. Ela parecia estar tão confortável que nem a nossa aproximação fez com que ela se movesse.

terça-feira, 11 de março de 2014

A gente chama a mamãe!

Somos uma alegre família de aranhas caranguejeiras, com um monte de irmãozinhos. Esta é a nossa casinha. Aqui a gente mora, brinca, come e dorme. Daqui a gente espia o mundo, as pessoas e os animais que passam por perto.


Gostamos que nos observem, mas não mexam conosco, ou a gente chama a mamãe!


quarta-feira, 5 de março de 2014

Sempre a girar



O tempo não para, estamos sempre a girar. Não podemos deter o avanço dos dias, dos meses, dos anos. O momento que perdemos passou. Na louca corrida diária nem nos damos conta disto, mas o nosso tempo escoa como a areia de uma ampulheta. Quando o último grão houver caído, nós vamos parar - esta é a única certeza que temos - mas o mundo seguirá, sempre a girar.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Uma pincelada colorida


É como se fosse uma pincelada colorida, de um inspirado artista, em um quadro em tons de cinza.
Na verdade era o Ricardo, meu filho, na sua primeira velejada solo, na lagoa Itapeva, em um domingo cinzento, com 15 nós de vento - fazendo arte.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cavalgada do Mar II



A primeira vez que postei sobre a Cavalgado do Mar foi em 2010, por ocasião da 26a. edição, quando vários animais morreram de exaustão durante o evento.
Aquilo teve consequências. Devido a maiores controles e exigências, o número de participantes foi reduzido significativamente, mas, segundo depoimento de uma participante, a qualidade aumentou.
Neste sábado, na 30a. edição, menos de 200 cavaleiros chegaram ao final da jornada em Torres, no entanto, nenhuma baixa foi noticiada e o melhor, a tradição continua a encantar assistentes e participantes.

Veja também a postagem anterior  em: http://walterhasenack.blogspot.com.br/2010/03/cavalgada-do-mar.html


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Tobogã natural

Montanha russa? Disney? Parques temáticos?
Nada disso! Tobogã natural no meio da Floresta Atlântica ao som das aves e das águas que descem a Serra do Mar.
Incomparável, nada pode ser melhor!






segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fotografar ao nascer do dia


O nascer do dia muitas vezes nos brinda com luzes fantásticas. Só que isto não dá para saber antes, tem que ir e ver o que dá. Muitas vezes o amanhecer é frustrante e temos que voltar para casa sem nenhuma fotografia, outras vezes rende algumas fotos interessantes, como nesta manhã no Parque da Guarita em Torres, embora nenhuma delas excepcional. Vamos tentar de novo qualquer hora destas!

Fotos 1 e 3 de Beatriz S. Hasenack

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Virada de tempo

O sábado passado amanheceu bonito em Torres e levou muita gente para a praia.


A areia se transformou em um democrático cenário para mensagens preservacionistas. Ninguém ousou invadir o espaço com seu guarda-sol. Será que as pessoas estão se tornando ecologicamente sensíveis?


Alguns surfistas que dormiram um pouco mais nesta manhã entram apressados na água, porque nuvens negras se aproximam pelo quadrante sul.


O vento chegou repentinamente, soprando forte e fazendo voar muita areia, gazebos, guarda-sóis, cadeiras, bolas, roupas e tirando rapidamente as pessoas da água.


Poucos minutos depois de o vento haver chegado, a praia ficou assim, vazia, com alguns poucos veranistas teimando em não aceitar que o final de semana na praia havia acabado tão cedo!


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tempestades de verão



É nos dias mais quentes que elas aparecem. Chegam rápido, violentas, trazem vento, chuva forte, às vezes alguma destruição. Rápidas como elas chegam também se vão as tempestades de verão, sem aplacar o calor, que fica...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Pérolas escondidas



Ainda há lugares assim no RS, difíceis de chegar, difíceis de fotografar. Pretendo voltar a este lugar em um dia com luz mais favorável, sem esquecer de levar um facão, para mais facilmente chegar ao ponto de avistagem destas duas belíssimas cachoeiras.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cascata do Caracol



Esta é sempre uma boa opção de passeio, pois a gente não cansa de admirar a beleza desta queda d'água, cercada pelas rochas basálticas, pelo verde da mata e pelas araucárias - o pinheiro brasileiro. Se você for a Canela, no Rio Grande do Sul, não deixe de visitar este parque e apreciar a Cascata do Caracol.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A foto por trás da foto


No calendário temático RS 2014 da S&H Editora, foi incluída uma foto feita no Desfiladeiro do Monte Negro, em São José dos Ausentes - RS.
Muitos perguntam: "onde estavas para tirar esta foto?"


A resposta está na foto a seguir, feita pela Beatriz S. Hasenack.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Taim - Pantanal no Sul do Brasil


Situado na planície costeira do Rio Grande do Sul, entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, está o Taim, uma região de terras arenosas, planas e úmidas, com horizontes infinitos e varridas por fortes ventos.

Parte da área do Taim é uma Estação Ecológica, uma unidade de proteção integral, o que significa que somente pessoas autorizadas, com finalidade de estudos científicos, podem ter acesso. Mas o Taim é muito maior do que a Estação Ecológica, cercada por propriedades rurais, com lavouras, criação de gado e reflorestamento com espécies exóticas.

No topo da única elevação que existe, às margens da Lagoa Mirim, foi erguida, em 1785, uma pequena capela, em torno da qual cresceu um povoado de pescadores, chamado Capilha.
A imagem padrão do Taim é assim: paisagem plana até onde a vista alcança, campos verdes, de vez em quando alguma figueira centenária, pequenos capões de mata em volta dos córregos e sempre muita água.



O Taim é cortado de norte a sul pela rodovia que nos leva ao extremo sul do Brasil. Esta rodovia é uma armadilha para os animais, pois desconhecem o perigo de um veículo aproximando-se em alta velocidade e diários são os atropelamentos de inúmeras espécies.



Talvez pudéssemos chamar o Taim de Pantanal Gaúcho, só que o homem do sul, além de saber conviver com a água e os campos encharcados, também teve que aprender a adaptar-se ao rigor das frentes frias que chegam da Patagônia, trazendo ventos fortes e chuvas geladas. Há, no entanto, dias ensolarados com brisas suaves e céu profundamente azul.


As aves, sobretudo as aquáticas, encontram na Estação Ecológica do Taim um paraíso protegido e ali existem em grande quantidade. É um lugar excelente para os observadores e amantes da fotografia de aves.



Não são só aves aquáticas que existem no Taim. Pequenos passarinhos, alguns deles migratórios e  também rapinantes ameaçados de extinção, como o gavião-cinza, habitam a região.



Ameaçados pelos caçadores e dificilmente avistados na década de 1980, jacarés e capivaras tiveram uma recuperação populacional impressionante. Hoje são facilmente encontrados, não só na Estação Ecológica, mas também fora dela.


Ambientes menos comuns no Taim são os capões de mato e as dunas de areia. Nos matos podemos encontrar velhos troncos cobertos por fungos e nas dunas, ossos de animais. Isto nos mostra que no Taim, assim como em todo lugar, a vida é seguida da morte.





O Pantanal Gaúcho é um lugar de contemplação. Em períodos de lua cheia, como foi a metade do mês de novembro de 2013, o ocaso do sol traz consigo o nascer da lua e quando esta desaparece no horizonte o sol surge novamente. Se este fenômeno coincide com um céu sem nuvens, não existe escuridão no pampa gaúcho.


Foto do martim-pescador-pequeno de Beatriz S. Hasenack