segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma realidade chocante

A cada primavera a janela transforma-se em uma obra de arte, num quadro natural, numa pintura!

Ao chegarmos mais perto da moldura o ângulo de visão se amplia. Vemos, então, um grupo de casas com jardins, nos quais crescem árvores e arbustos, cheios de flores, sons e aromas primaveris.

Mas se entrarmos pela moldura, vamos ver a realidade; uma realidade chocante. O "belo" está sendo irreversivelmente engolido pelo "feio". A natureza é somente uma "ilha" que sobrou no "mar" de prédios e é só uma questão de tempo para que esta "ilha" também desapareça!



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Branco e verde



Detalhes da estação em branco e verde.

Água



Uma pérola de água, elemento essencial à vida. Sem ela os seres vivos não poderiam existir.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Primavera chegou


Oficialmente ela só chegará em 20 dias, mas na verdade já chegou. É só olhar ao redor, escutar os sons da natureza e veremos que é primavera.











Desperdício de energia faz parte da natureza?


Embora o calendário diga que ainda é inverno, sem dúvidas, a primavera já chegou. A prova disto é a infinidade de flores que estão colorindo campos e matas, os aromas primaveris, o canto das aves e a atividade de construção de ninhos.
Aliás, construir um ninho com certeza demanda muita energia por parte de pequenas aves, que ao longo de vários dias realizam centenas de voos, carregadas de material para a obra.
Há mais de vinte anos as corruíras constroem o seu ninho numa pequena casinha que fiz para elas. Este ano, como acontece no final de cada inverno, a obra já começou.


Desperdiçar material e energia ao construir uma casa não é privilégio só dos humanos. Parece que neste particular as corruíras são iguais a nós. Observei que muitos gravetos que são carregados até o local da construção do ninho caem ao solo. A pequena ave simplesmente abandona aquele graveto que cai e voa em busca de um outro para continuar a construção.


No detalhe a seguir vemos que depois de alguns dias de trabalho, muitos gravetos já caíram ao solo e ali ficaram.



domingo, 1 de setembro de 2013

Jacurutu

Chuva fraca, mata molhada, início do dia, a primavera já se faz notar com muitas flores e cantos de aves e eis que ouve-se um canto grave, profundo, jut-juru ú ú.
Imóvel, bem no alto da árvore, lá estava ela, a maior coruja das Américas, com mais de meio metro de altura, pesando ao redor de 1kg, popularmente chamada de jacurutu.


Depois de fazer mais algumas imagens vi que havia, na realidade, uma segunda coruja, cujo brilho vermelho dos olhos fez revelar, sob o efeito da luz do flash. Ela está bem em cima à esquerda na foto a seguir.


De hábitos noturnos, esta enorme coruja passa o dia, discretamente, quase imóvel, no alto das árvores, confiando na sua plumagem mimetizada.

Agora já sabemos onde é que elas moram e vamos ficar atentos para ver se nesta primavera a família delas vai aumentar.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Visão periférica x binocular


Embora tenhamos um afastamento muito pequeno entre os nossos olhos, as mínimas diferenças das imagens geradas por cada um deles, dão ao cérebro detalhes suficientes para que tenhamos uma perfeita noção de profundidade e por consequência da distância dos objetos que estamos vendo. Esta visão binocular é essencial para ações corriqueiras do dia a dia, como por exemplo, para avaliarmos a distância e a velocidade de aproximação de um veículo. Baseado nestas informações visuais e no conhecimento prévio da mecânica do nosso caminhar, o nosso cérebro terá elementos suficientes para decidir se poderemos ou não atravessar a rua antes de sermos atingidos pelo veículo. Por termos os olhos posicionados na parte frontal da cabeça, o nosso ângulo de visão binocular é bastante amplo.

Um grande número de espécies de aves têm os olhos posicionados lateralmente. Isto confere a elas um campo de visão binocular relativamente pequeno, um campo de visão periférico muito grande e uma área cega (atrás da cabeça) bastante limitada. Esta é uma adaptação necessária nas aves que são presas em potencial e que devem enxergar tudo ao seu redor, tanto quando estão pousadas, quanto voando. O desenho abaixo mostra a visão típica de um pássaro. No centro vemos  a cabeça vista de cima, com os olhos posicionados lateralmente. A área cinza representa o campo de visão binocular, a preta a área cega e as grandes áreas brancas são o campo de visão periférico.


Neste final de semana, em uma saída com o COA-POA ao Banhado dos Pachecos, pude fotografar um pequeno pássaro, chamado freirinha, em três posições que ilustram muito bem como é amplo o seu ângulo de visão periférica e como é estreito o ângulo de visão binocular. Na primeira foto vemos a ave com a cabeça de lado e podemos imaginar a amplitude do campo de visão deste único olho. Na segunda foto, que é bem frontal, vemos claramente que somos observados pelos dois olhos, tendo assim o passarinho, uma imagem binocular. Com a ave tendo realizado um pequeno giro de cabeça, percebemos, na terceira foto, que nos encontramos no limite entre os campos de visão binocular e periférico, pois já quase não conseguimos mais ver o olho esquerdo da freirinha.






Outras aves, como as de rapina (gaviões, falcões e corujas por exemplo), que dependem de uma perfeita percepção de profundidade, porque muitas vezes caçam em voo, têm os olhos posicionados mais à frente da cabeça, o que dá a elas um campo de visão binocular muito maior. Em compensação a zona cega também é maior.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Aves marinhas II


Todas são muito especiais; o gaivotão, a pardela-preta e o albatroz, que ao pousar na água, até parece ter dificuldade de dobrar as asas, tamanha a sua envergadura. Em voo, no entanto, possui um controle incrível. Ao realizar uma curva a ponta da sua asa deixa de tocar a superfície do oceano por um mínimo detalhe.




quinta-feira, 13 de junho de 2013

Ilha dos leões


Para o observador situado em terra, a Ilha dos Lobos, no extremo norte da costa do Rio Grande do Sul, parecerá somente uma linha de pedras aflorando na superfície do mar. Se, no entanto, ele utilizar um binóculo, verá que há movimento sobre as pedras.


De longe parece que as pedras se mexem, mas na realidade são os leões-marinhos, que nos meses mais frios do ano, vêm para a Ilha dos Lobos em Torres.





terça-feira, 11 de junho de 2013

Caudas gigantescas

E pensar que foram quase extintas!
Mas estão de volta e a cada ano em maior número, é a prova de que sempre dá para fazer algo para evitar a extinção!


Agora é a hora de proteger outras espécies, como os tubarões por exemplo, que estão sendo aniquilados. Ainda há tempo!




As baleias-francas exibiram-se por alguns minutos na nossa frente, depois deram um último mergulho e seguiram o seu caminho rumo às águas mornas de Santa Catarina, onde passarão alguns meses amamentando os seus filhotes.





Albatrozes




Por serem animais pelágicos, eles vêm para a costa por nada mais do que dois meses ao ano. Isto nunca acontece no Brasil continental. Somente em ilhas oceânicas afastadas dos continentes, longe dos predadores, é que os albatrozes fazem os seus ninhos. Por aqui, para vê-los, temos que sair ao mar. A poucas milhas náuticas da costa, ainda com a cidade ao fundo, podemos avistar estes fantásticos seres vivos, exímios voadores, cuja aerodinâmica foi aperfeiçoada ao extremo, ao longo da sua evolução.


Com uma envergadura impressionante eles são capazes de planar com velocidade, deslocando-se próximos à superfície do mar, percorrendo enormes distâncias, cruzando oceanos, dominando os ares.



Para alimentar-se são capazes de tudo,  inclusive de afastar da fonte de alimento algumas outras espécies pelágicas.


Só com as baleias é que eles não entram em conflito. Seria uma batalha um tanto quanto desigual.



Clicando sobre as fotos, você poderá ampliá-las e vê-las melhor.

domingo, 5 de maio de 2013

Mais leves que o ar

Multicoloridos, eles fizeram pelo vigésimo-quinto ano a alegria dos turistas em Torres-RS, durante o festival anual de balões.
Os balões de ar quente voam por serem mais leves do que seria o peso do volume de ar que ocupam. Carregam até dez pessoas e voam ao sabor dos ventos.
A decolagem aconteceu quando o dia já se aproximava do final.



O pouso foi feito em condições atmosféricas bem estranhas, com uma névoa que prenunciava a mudança de clima para o dia seguinte.



Dias sem vento são apropriados para voar de balão, mas no outono também são favoráveis à cerração. A decolagem da manhã foi atrasada pela saturação da atmosfera pela umidade do ar. Com visibilidade prejudicada, mesmo perto das 10 horas, o espetáculo ficou quase todo em tons de cinza (clique sobre a foto abaixo para ver como foi).




quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cada um na sua

A cavalo, com canoa "tocada a vento" ou num pequeno trator; cada um à sua maneira, assim anda o homem litorâneo. Enquanto uns vão pelas estradas arenosas outros cruzam lagoas, transpondo a distância que os separa do seu objetivo.